• Ju Ferreira

Retrospectiva 2019

2019, o ano da gladiadora.

Você sabia que na época da Roma antiga existiram gladiadoras mulheres? Sim, além dos homens que se enfrentavam nas arenas – algumas vezes até a morte – também havia mulheres que lutavam, empunhando espada e escudo, para o entretenimento dos presentes.


Um dos poucos registros históricos dessas mulheres guerreiras é essa imagem esculpida, encontrada em uma antiga cidade do império romano e mostra duas gladiadoras, Amazona e Achilia num combate.

Nesse ano foi assim que eu me senti. 2019 testou minha força até o limite, me derrubou só pra me ver levantar, me feriu e deixou uma cicatriz. Mas no final, eu venci a luta. 2019 se despediu me deixando com a certeza de que eu posso e consigo conquistar o que eu quiser.

Eu comecei o ano cheia de esperança. Já que 2018 havia sido um ano difícil, imaginei uma melhora em todos os aspectos: físicos, de saúde, profissionais, emocionais, de relacionamentos... Mas a realidade não poderia estar mais distante da expectativa.

Já em janeiro, vieram os sinais de que as coisas não iriam ser tranquilas nem leves: os desentendimentos da época da eleição, ao invés de encolher, aumentaram e ficaram mais feios e mais destrutivos. (Com um governo incentivando a polarização e o ódio, não tinha como ser diferente!!). Juro que eu até tentei não me envolver, e ficar – como sempre estive – de fora das discussões políticas, mas as decepções constantes com os pontos de vista de pessoas até então próximas a mim e o stress físico que essa situação gerou em mim não deixaram...

Em março uma forte turbulência na empresa fez todo mundo por aqui ter que se reorganizar e se reinventar. Mas é muitas vezes nesses momentos de dificuldade que a gente acaba mostrando o que tem de melhor em nós... Nos reestruturamos, contratamos pessoas, amadurecemos e nos fortalecemos no processo.

Já em agosto tive um desentendimento com uma pessoa que eu considerava ser minha amiga por uma questão financeira – justo eu, que nunca brigo por nada ligado a dinheiro! – e isso me causou um transtorno do tamanho do mundo. Foram noites sem dormir, muita preocupação, mas no final do ano as coisas se acalmaram e se resolveram.

Ao longo de 2019 também perdi muitas pessoas importantes: uma amiga querida em abril, meu sogrinho amado em maio, a mãe da minha melhor amiga em julho. Um ano denso, pesado, sofrido.

Em algum momento do segundo semestre eu decidi dar uma virada nessa situação. Munida de positividade e gratidão, comecei a enxergar as coisas boas do caminho e exigir da vida mais felicidade e sucesso. O final do ano trouxe vitórias, trouxe alegrias e trouxe esperança.

Pra 2020: leveza, alegria, fé, abundância, plenitude. Tenho muitas resoluções pra esse ano, pretendo que seja um ano de bênçãos e vou fazer minha parte para que isso se torne realidade. Corrigir os meus erros do ano passado e reforçar aquilo que deu certo. Então vamos fazer um balanço de 2019, pra clarear o caminho à frente.


Vou seguir aquela mesma estrutura da retrospectiva do ano passado, até para ter uma ideia da evolução das coisas:

1. O que foi bom esse ano?

2. O que não foi tão bom assim?

3. O que eu aprendi e para onde estou indo?


1. O que foi bom esse ano?

Engraçado como num ano difícil as coisas boas ficam muito evidentes, não é mesmo? 2019 não teve tantos acontecimentos agradáveis e por isso os momentos felizes foram pérolas tão valiosas!


Já diria o Mario Quitana, “a amizade é um amor que nunca morre”.

Esse foi o ano de entender quem são as pessoas essenciais na minha vida. Se em 2018 eu já tinha me focado muito em construir essa minha “família” escolhida, agora em 2019 a vida não teria sido possível sem esses ser humaninhos maravilhosos.

Esses dias eu estava falando com um amigo que ficou hospedado na minha casa por um tempinho no início do ano: ele achava que eu o tinha ajudado, porque ele estava sem casa e eu o convidei pra ficar no meu quarto das visitas. Mas na verdade foi ele quem me acudiu. Em janeiro eu estava prestes a entrar numa espiral negativa que poderia até me levar a uma depressão complicada... Ele me salvou. Ter alguém pra conversar, pra dar risada, pra beber junto, pra reclamar também nos dias ruins, pra praguejar até... Foi essencial pra mim nos primeiros meses do ano.

Ainda no começo do ano, estava com uma amiga bem mal de saúde e organizei um bazar na minha casa pra levantar fundos para ajudá-la. O que aconteceu a seguir foi lindo de se ver: toda a união, a solidariedade e todo o amor que transbordaram de tantos queridos pra apoiar essa causa, mesmo de gente que nem conhecia a minha amiga, foram mesmo emocionantes!

Minhas amigas de infância, sempre presentes, me abençoaram com pelo menos um encontro por mês, sempre com direito a hamburguer e chope, e sempre regado a longas conversas. Com nossas histórias, houve momentos em que quase morremos de rir e teve vezes em que choramos juntas. Elas também promoveram a criação de bons hábitos de saúde, algo que era um objetivo para 2019: em janeiro as meninas lançaram um desafio de corrida no qual, entre nós três, teríamos que correr 50 km por semana. Isso equivaleria a uma meta individual de correr quase 17 km todas as semanas!!! Pode parecer pouco (e tem muita gente que corre muito mais que isso), mas pra mim isso foi um enorme desafio. Dei uma derrapada depois do meio do ano e em 2020 pretendo retomar o desafio e até aumentar bastante a barra da dificuldade! (em breve “cenas dos próximos capítulos” dessa saga!)

E uma companheira de aventuras, amiga querida há vinte anos, desde a época da faculdade (Sim!! Fez 20 anos que eu entrei na faculdade!), completou seus 40 aninhos! E como ela mora em Londres, a festa foi chiquérrima, numa vila da Itália.... Até bem perto da data eu não tinha muita perspectiva de ir, mas consegui confirmar minha presença nos 47 do segundo tempo (with a little help from my friends). Foi uma viagem maravilhosa, foi especial – ao mesmo tempo que foi um reencontro com pessoas que fizeram e fazem parte da minha história, de quem eu sou e quem eu me tornei, também foi uma oportunidade de conhecer pessoas novas, interessantes, cheias de histórias pra contar!

Nesse ano também teve pessoas até então desconhecidas que viraram parceiras e amigas, e teve amiga querida virando sócia e amiga do peito! Aliás, é realmente curioso olhar pra trás e perceber como acontecem as conexões em momentos e projetos importantes da nossa vida. Uma grande amiga que terminou o ano como minha sócia em algumas ideias e planos (que ainda não renderam frutos financeiros, mas devem florescer em 2020), começou como uma companheira de bons momentos – festas, risadas, fins de semana... Aos poucos, nosso relacionamento foi amadurecendo e evoluindo para outras esferas da vida, até que vimos que tínhamos muitos valores e objetivos em comum e que fazia sentido fazer mais coisas juntas... Deu certo, e em 2020 ninguém segura essa dupla!

Por fim, tive a felicidade de presenciar o casamento mais lindo do mundo, a união dos meus bebês! Pra quem não me acompanha de perto, deixa eu contar: há sete anos, trabalha comigo na A2F o casal mais fofo do planeta Terra. Ele, com um coração gigante, querido, amoroso; ela, inteligente, focada, boa comunicadora, dedicada.... Ele, cabeça de vento, muito peculiar, difícil de lidar; ela, bravinha, dona da verdade, organizada até demais.... Vejo tantas características (boas e ruins) da minha própria personalidade em cada um dos dois que sinto que entendo cada um dos seus pequenos detalhes “na alma” e me sinto conectada demais com esse casal! Enfim, eles já estavam há bastante tempo juntos e em 2019 eles finalmente subiram ao altar. E o casamento foi lindo, foi especial foi tocante! Nem preciso dizer que eu chorei litros de tanta emoção....

Nossa, escrevendo essas linhas pude perceber como o ano foi coalhado de momentos intensos, gostosos, felizes!

😊

Agradeço ao universo por esse respiro essencial num ano sufocante.


Novos – e incríveis – projetos. Transformação pura!

Nesse ano tão penoso, pra mim foi – mais do que nunca – crucial poder contar com uma ferramenta tão poderosa para passar por períodos de grande instabilidade ou de rápida transformação: a Alquimia Pessoal, programa de desenvolvimento pessoal que eu criei e lancei em 2018, me possibilitou enfrentar o ano de uma forma mais saudável e vitoriosa.

Em 2019, também vi outras pessoas mudando de vida usando a fórmula da Alquimia Pessoal. Muita gente foi impactada com os conceitos e o conhecimento dos dez elementos da metodologia que eu elaborei. Energia, mentalidade, autoconhecimento, felicidade, planejamento, coragem, ação, inteligência, excelência, amor.... Foram lives, webinars, artigos, muito muito conteúdo disponibilizado! O feedback que recebi ao longo de todo o ano iluminou a minha estrada e foi determinante para o que vem a seguir.

Ao mesmo tempo que eu percebi que algumas pessoas precisam de ajuda com toda a jornada, para realizar uma mudança de vida, outras somente necessitam de uma pílula, um pequeno estalo de clareza, um lampejo que por vezes gera uma transformação enorme. Assim surgiram os pequenos cursos, programas e conteúdos para ajudar aqueles que precisam de inspiração e de apoio para algo específico... São filhotes do programa da Alquimia Pessoal, sempre focando em construir um caminho de busca dos sonhos e saída desse modo de “piloto automático” com o qual às vezes levamos nossas vidas. E em 2020 esse movimento vai expandir: serão muitos projetos focados em questões bem únicas – como dormir melhor, como diminuir a ansiedade com o que virá a seguir, como aumentar a autoestima e a autoconfiança, entre outras.

Também teve a questão de ajustar a comunicação e o conteúdo para atender a alguns públicos especiais, que têm necessidades diferentes e únicas. São alguns grupos que fazem muito sentido pra mim e resolvi criar algo que falasse diretamente com os corações dessas pessoas. Que públicos são esses? Em 2019 eu desenvolvi trabalhos muito especiais com as mulheres e os jovens.

Em março, no mês da mulher, comecei a fazer alguns eventos exclusivos para mulheres, falando da Alquimia Pessoal, mas levando em conta os desafios particulares do universo feminino. Assim, o que começou com um e-book e algumas palestras, terminou com um programa específico para mulheres, a Alquimia Feminina. Usando como base os dez elementos, conseguimos mapear e atacar metas e objetivos das mulheres. Além disso, criamos uma comunidade de mulheres em busca de realizar mudanças em suas vidas, onde a troca de experiências é rica e complementa o aprendizado.

Já no segundo semestre, veio um convite para participar de um evento da B.Girl, que é uma marca jovem e super bacana, calcada na valorização do corpo das meninas, na auto aceitação, no amor próprio.... Em perceber que cada uma é linda exatamente do jeitinho que é. Enfim, fui falar com um grupo de meninas sobre autoestima e ali eu percebi o quanto nossos jovens – meninas e meninos – precisam da nossa ajuda. As redes sociais e esse mundo hiperconectado e em rápida transformação elevaram a pressão em cima deles de forma absurda. Os millenials precisam de educação emocional, de conexão real, de menos curtidas e mais amor. Eu senti o chamado para atuar nessa área. Me senti profundamente comovida e emocionada com alguns dos resultados obtidos com esses meninos e meninas. E resolvi que em 2020, o trabalho com jovens vai estar bem no centro do meu foco.

No final, esse ano foi super importante no amadurecimento e evolução dos programas de transformação pessoal com que eu estou envolvida. E em 2020, eu espero poder compartilhar esses processos de mudança com muito mais gente e de forma muito mais profunda, direcionada e intensa.


O despertar do gigante interior.

Você conhece o Tony Robbins? O cara é um fenômeno na área de desenvolvimento pessoal, tão influente e poderoso que o Netflix chegou a produzir um documentário sobre ele, chamado “Eu não sou seu guru” (no qual basicamente percebemos que ele é sim, guru de muitaaa gente!). Então, o Tony descobriu, há mais de 40 anos, os princípios do coaching e da PNL e desenvolveu em cima desse conhecimento os seus cursos e programas, que já ajudaram milhares de pessoas em todo o mundo.

Acontece que além de reunir multidões em seus cursos presenciais, ele também é autor de alguns livros, e entre eles está o “Desperte seu gigante interior”, um livro que já li algumas vezes e que me encantou desde a primeira vez que li a primeira página. No ano passado eu já tinha mencionado o despertar do gigante interior na minha retrospectiva, e quando nesse ano eu me vi meio que “num beco sem saída” – cansada, triste, com dor – eu resolvi reler essa obra.

Sabe quando a vida fica travada e não importa o quanto nos esforcemos e lutemos por vencer e mudar? Muitas vezes, pensamos que são as circunstâncias, aquilo que está acontecendo a nosso redor que impede o nosso progresso, mas relendo esse livro me lembrei que a chave quase sempre está nas nossas mãos. Primeiro, na decisão de mudança. Depois, na reprogramação da nossa mente: isso vai desde o entendimento das nossas motivações e crenças (tanto as fortalecedoras quanto as limitantes) até o reajuste dos nossos padrões para alinhar as nossas ações com os nossos objetivos.

Quando aliei a força desse conhecimento com o meu próprio método, vi o meu próprio gigante interior despertando, com uma potência que eu não imaginava ter.

Se segura 2020, que eu tô chegando!!

(Vou escrever um outro texto especificamente sobre esse tema, com um resumo dos pontos importantes do livro e como eu apliquei esse processo na minha vida, até porque vale a pena comentar os detalhes e te dar todo o caminho das pedras. Fique atento que já já esse artigo vai pro ar!)


2. O que não foi tão bom assim?

Antes de sentar para escrever essa retrospectiva, eu tive a tentação de responder a essa pergunta com um simples “tudo”. Mas a beleza dessa fórmula para resumir o ano é que antes de pensar no que foi ruim, nos lembramos e descrevemos tudo o que foi bom, o que foi ótimo, o que foi maravilhoso no ano. Assim, quando me coloco a retomar os desafios de 2019, já partimos da premissa que eles não tiveram a hegemonia do ano, tá bom?!

Então vamos ver os pontos de melhoria, pra pensar no que fazer daqui pra frente.


Sobre as despedidas e o partir.

O ano de 2019 se consolidou pra mim como o ano do adeus. Foram vários os tipos de despedidas: aquelas doídas, nas quais a dor se mistura com a saudade de alguém que você vai amar pra sempre, mas não verá mais nessa vida; aquelas repletas de incredulidade, em que você demora tempo para entender que você está se despedindo de uma ideia que nunca existiu na realidade; aquelas cheias de raiva, nas quais você abandona algo ou alguém que, apesar de todas as suas tentativas de entender e aceitar, te faz sofrer mais do que você pode aguentar...

Perdi pessoas esse ano que foram, são e serão sempre muito importantes pra mim. Pessoas que estão tatuadas na minha alma. Em cada uma dessas passagens, teve dor sim, porque a morte nunca é indolor. Mas também teve encantamento, beleza e aprendizado.

Minha amiga que faleceu em abril era uma mulher linda. Loiraça, olhos claros, vaidosa, sorridente, sempre arrumada. Querida, doce, bom coração. Partiu cedo demais. Me mostrou – com a crueza que só as doenças terríveis têm – que a vida passa rápido, que não temos o controle de nada, que somos impotentes diante de tantas coisas na nossa vida. Um dia, já perto do fim, eu estava com ela no quarto do hospital e começamos a conversar, o que era bem raro nessa fase terminal – o silêncio costumava predominar. Acontece que nesse dia ela estava bem, com bastante energia (o que não se via no corpinho enfraquecido, mas se podia notar no brilho do olhar) e ela queria comer: ela estava com alimentação nasogástrica apenas, e acordou com muita vontade de sentir o gosto de alguma coisa salgada (mesmo que fosse a comidinha básica de hospital). Falamos com o médico, mas ele não deixou: era arriscado pois ela precisava ganhar peso, e, nas semanas anteriores, a maioria das coisas que comeu, ela não conseguiu segurar no estômago. Quando ficamos sozinhas no quarto, a minha amiga então se pôs a falar: sobre o tempo e o valor que damos para as coisas. Muitas vezes acreditamos que temos todo o tempo do mundo e deixamos de apreciar as pequenas bênçãos do nosso dia a dia. Quantas vezes realmente paramos para agradecer e curtir as refeições que comemos, ou o banho quente que tomamos, ou mesmo o fato de podermos fazer as coisas sem depender de outras pessoas. No momento em que você deixa de ter esses pequenos momentos, eles passam a ser as maiores joias do mundo, ela dizia. Naquele dia, depois que eu ouvi a minha amiga, a abracei, a mimei e me despedi dela com um beijo e um “eu te amo”, eu sentei no meu carro e chorei. Chorei de tristeza por ela não poder mais vivenciar esses prazeres. Chorei de agonia por todas as pessoas que não têm a autonomia e a liberdade de curtir esses detalhes – e por aquelas que, tendo essa autonomia e liberdade, menosprezam a importância e a beleza deles, vivendo sem nunca realmente viver. E chorei por mim, de gratidão por poder ter um lembrete desses, uma aula dessas.... Sobre aprender a apreciar os momentos, todos os momentos do nosso presente.

Já o meu sogrinho querido e amado – que se foi em maio – era, pra mim, exatamente isso: querido e amado. Me lembro da primeira vez que nos vimos, como ele desde sempre foi acolhedor, me fez sentir em casa. Quantas são as coisas que eu vejo no meu marido, coisas que eu amo nele, que eu sei que ele puxou do Calu: os olhos bondosos, a honestidade e uma ingenuidade otimista, o papo fácil, sem truques, sem pegadinhas, o desejo sincero de ver o bem no mundo. Eu, que perdi o meu pai há tanto tempo já, escolhi esse homem pra ser o meu segundo pai. Perder ele esse ano, foi como derrubar uma tonelada em cima do meu coração. Quando meu pai morreu eu não estava no Brasil. Ele tinha melhorado e devia sair da UTI dali a alguns dias, e então eu fui para um evento de trabalho em São Francisco, nos Estados Unidos. Na madrugada do primeiro para o segundo dia do evento, eu acordei com o meu irmão me dando a notícia. Eu tentei voltar a tempo do enterro, mas por conta de um erro da companhia aérea e da distância, não deu. Eu não consigo explicar o vazio que eu sinto com essa questão do meu pai: não poder estar presente e viver todo esse processo, o velório, a dor, o luto... Fez com que algo ficasse perdido para sempre. Com o meu sogro, foi o exato oposto: eu senti tudo, estive no hospital, logo depois da partida dele e consegui me despedir, dizer pra ele o quanto eu o amo e desejo que ele encontre a felicidade do outro lado, e saber que ele estava ali; velar o seu corpo, honrar a sua vida, chorar todas as lágrimas do mundo, conversar com ele, com Deus e – finalmente – com o meu próprio pai. Foi transcendental e único. Inexplicável. Amor e dor, luto e gratidão, presente e passado, tudo se misturando e me transformando...

Em julho, se foi uma das pessoas mais alegres e incríveis que eu já conheci. A dona Carmem, mãe da minha irmã de alma, avó do meu primeiro afilhado, teve um tumor que a levou muito rápido. No começo do ano, ela perdeu os movimentos de um lado do corpo. A família toda, os amigos, os vizinhos foram visitar. E ela não recusava nenhuma visita. Em julho, ela adormeceu e não acordou mais. Mas ainda esperou algumas semanas, até que todos estivessem conscientes de que ela iria para outro plano, para finalmente dar seu último suspiro. Com ela, tudo era assim: espiritual, conectado, lindo. Claro que, como em todo falecimento, não foi fácil me acostumar com a ideia de não mais vê-la. Mas ela sempre foi uma alma muito evoluída, então, de alguma forma, a passagem dela foi leve (não me pede pra explicar além disso porque eu não consigo colocar esse sentimento em palavras!). Tudo o que eu sei é que ela veio pra esse mundo pra festejar, pra espalhar luz, e amor, e alegria. E foi exatamente isso que ela fez. Até o velório dela foi especial. A energia que pairou no ar foi uma energia de união. As pessoas que a amaram e compartilharam a vida com ela foram até lá e passaram todas as horas – a madrugada toda, na realidade – contando histórias de momentos felizes. Com o sol nascente fizemos uma oração de saudação do sol. Nos abraçamos, conversamos e ela esteve lá conosco a todo momento. Quando eu partir eu quero que seja assim, cercada de amor e festa... Eu ainda posso ouvir o: “oiiii Juuu liiiinda” que ela me dizia sempre que eu ia vê-la, mas hoje eu sei que agora ela é luz, iluminando o caminho de todos os que conviveram com ela. Tive essa honra.

Outras despedidas que vivi em 2019 tiveram menos poesia. A despedida do Brasil que eu acreditava existir não teve nenhum encanto. É difícil dizer adeus para algo que nunca existiu, a não ser nos meus sonhos. Eu acreditava no Brasil acolhedor, diverso, carinhoso, moderno. Mas isso tudo não era real: nesse ano eu me deparei com o Brasil feio, machista, misógino, racista, extremo, radical. Nessa separação – que pode parecer tranquila, mas eu prometo pra você que não foi! – eu passei por todos os cinco estágios do luto. Primeiro, veio a negação: “Não, não é verdade.... As pessoas aqui são alegres, são miscigenadas e abraçam a diversidade....”, depois disso, a raiva: “Isso não é justo! Que raiva de todos os que estão destruindo meu sonho assim!!”, em terceiro, veio a depressão (e essa durou vários meses... eu não conseguia andar pra frente no luto: ia pra trás, voltava à raiva e à negação, depois recaía na tristeza profunda....): “Que vergonha de ser brasileira... O país perdeu a cor, o charme, o encanto....”. Aí então, lá pelos tantos meses de 2019, chegou a barganha: “Calma, se olharmos por um lado mais positivo, e se aumentarmos nosso nível de consciência, talvez o Brasil volte a ser aquele país multicolorido que eu imaginei... Por favor, Deus, permita que isso aconteça!”. Só lá pro final do ano é que eu consegui chegar perto da aceitação (e digo chegar perto, porque não posso dizer que eu abracei totalmente essa situação...): “É, talvez tivesse que ser assim, talvez essa seja uma fase de crescimento, e talvez (só talvez) possamos, no futuro, vir a ser aquele povo da minha imaginação, aquele que me enchia de orgulho e alegria...”.

Na esteira de tudo isso que aconteceu em 2019, amigos (ou melhor, “pessoas que eu considerava amigas”) partiram, alguns sem nem se despedir. Com algumas dessas separações eu me chateei, sofri, fiquei sem entender. Outras me mostraram com precisão cirúrgica que uns relacionamentos têm um ciclo de vida muito definido. Fazendo uma analogia com o ciclo de vida de um produto (que é um modelo conceitual criado no século passado nos Estados Unidos, o CVP), temos a primeira fase que é o início (ou introdução), a fase dois que é o crescimento, a três que é a maturidade e, finalmente a quarta fase que é o declínio.


O ensaio sobre a cegueira.

Você já leu esse livro do José Saramago? Nesse romance, escrito em 1995, vivenciamos a construção de uma metáfora da condição humana. Numa cidade não localizada no espaço e no tempo, uma treva branca se espalha, tornando cegas quase todas as pessoas. A partir dessa premissa, vemos a destruição da condição humana e a ascensão de um modelo animalesco surreal. Nas palavras do próprio autor: “Este é um livro francamente terrível com o qual eu quero que o leitor sofra tanto como eu sofri ao escrevê-lo. Nele se descreve uma longa tortura. É um livro brutal e violento e é simultaneamente uma das experiências mais dolorosas da minha vida. São 300 páginas de constante aflição. Através da escrita, tentei dizer que não somos bons e que é preciso que tenhamos coragem para reconhecer isso”.

Por que eu estou trazendo esse tema à tona? Por que foi assim que eu senti o ano de 2019: foram 365 de constante aflição, uma tortura. Deus do céu, alguém me responde o que é que está acontecendo com o mundo, por favor! De onde é que vem essa onda de retrocessos?? Na verdade, o que tivemos foi um tsunami de retrocessos.

Pra se ter uma ideia do que eu estou falando, eu fiz uma pesquisa rápida no Google: digitei “retrocesso 2019”. Depois vim mudando somente o ano: 2018, 2017, 2016... O que eu queria saber com isso? Eu queria ver qual o número de resultados que eram encontrados para cada busca. Sabe o que eu percebi? Que em 10 anos o número de páginas mencionando a palavra “retrocesso” dobrou (na comparação entre 2009 e 2019). Só isso basta para tirarmos uma conclusão definitiva sobre o ano? Claro que não. Mas é um indicativo pelo menos de que a percepção piorou, em muitas áreas.

Da educação ao meio ambiente, passando pelos direitos humanos e pelas relações internacionais, o que se viu foi um constante caminhar na direção das trevas. Só pra falar de Brasil (não que esse movimento tenha se restringido somente ao nosso país), tivemos o fechamento do ministério do trabalho e o afrouxamento dos controles ao desmatamento predatório, tivemos a liberação da posse de armas e o aumento das ofensas e da violência contra mulheres, negros e membros de basicamente todas as minorias, tivemos queimadas recordes e rompimento de barragens matando centenas de pessoas. Obscurantismo, prepotência, autoritarismo, fundamentalismo ideológico, ódio sem causa: foi o ano da perda da inocência e da luta pela manutenção da dignidade. E onde esteve grande parte dos brasileiros? Se usarmos a metáfora do José Saramago, pode-se dizer que esteve cega pela treva branca da esperança e da ilusão.

Na epígrafe de “O ensaio sobre a cegueira” está a frase: “Se podes olhar, vê. Se podes ver, repara”. Que esse possa ser o mote de 2020.


Termostato desregulado.

Eu sofro de fibromialgia. Já ouviu falar dessa doença? Trata-se de um uma síndrome clínica que se manifesta com dores difusas e fortes por todo o corpo, durante longos períodos (mais de três meses), e sensibilidade exacerbada, principalmente nas articulações, nos músculos, tendões e em outros tecidos moles. Além dessa dor, a fibromialgia provoca outros sintomas, como problemas intestinais, fadiga, distúrbios de sono, dificuldades cognitivas (falta de concentração, lacunas de memória e raciocínio prejudicado), além de ansiedade e até depressão. Uma característica da pessoa com fibromialgia (FM) é a grande sensibilidade ao toque (muitas vezes até os abraços são incômodos) e às mudanças do ambiente (o frio e a umidade podem ser insuportáveis). Outra questão é que todos esses sintomas combinados provocam uma grande sobrecarga no sistema nervoso, o que mexe no jeito como o paciente lida com o stress. Deu pra notar como isso pode virar uma grande bola de neve?

Pessoas com fibromialgia têm uma alteração neuroquímica no sistema nervoso central, que aumenta a percepção da dor, como se o seu cérebro interpretasse exageradamente os estímulos externos – exatamente como se tivessem o termostato (ou botão de volume) desregulado. Somando-se todas as coisas que vieram acontecendo em 2019 com essa desordem na saúde, eu acabei entrando em um ciclo vicioso e uma montanha russa de crises seguidas de crises.

A fibro não tem cura, mas é possível tratar, reduzir os sintomas e conviver com a doença. Entre os tratamentos recomendados, encontramos tudo aquilo que eu abordo no método Alquimia Pessoal. Justamente o primeiro passo da Alquimia, que é a ENERGIA, é centrado nos três pilares da saúde física, que são o sono, a alimentação e os exercícios. Cerca de 95% dos pacientes que sofrem de FM experimentam algum tipo de distúrbio de sono, e dormir mal só aumenta ainda mais a sensação de cansaço e dor no dia seguinte. Isso indica que o cuidado com o sono (e todas as técnicas para dormir uma quantidade boa de horas com qualidade) é essencial. Já no que diz respeito à alimentação, sabemos que o que colocamos pra dentro do nosso corpo determina muitos dos resultados que teremos: e quando falamos de fibromialgia, a nutrição tem especial importância, pois os alimentos disparam neurotransmissores – bons ou ruins. E quanto aos exercícios? Segundo os médicos eles estão entre as principais armas contra a síndrome: apesar de às vezes sentirmos mais dor quando praticamos alguma atividade física (dependendo das condições externas e do nível doloroso do qual partimos), sabe-se que, no longo prazo, o sedentarismo piora (e muito!) os sintomas. Agora, saber de tudo isso, ter desenvolvido uma metodologia que foca em todos esses pontos e não conseguir aplicar os passos na minha vida, gerou um stress descomunal pra mim: acabei entrando nesse turbilhão complicado e negativo.

Ainda bem que você já sabe o final da história (pois já viu lá na primeira sessão sobre o que foi bom em 2019): teve um momento do ano em que eu precisei respirar, buscar as ferramentas para me ajudar a reprogramar minha mente e meu comportamento e resgatar todo esse conhecimento. Resultado: estou melhor agora.

Existem, além desses, outros tratamentos possíveis para a fibromialgia, como massagem e técnicas de relaxamento, acupuntura, terapia e fisioterapia (em alguns casos), fora os medicamentos para aliviar a dor, reduzir a ansiedade e regular os neurotransmissores. Em 2020, quero lançar mão de todos os meios para atenuar ao máximo o desconforto da fibro e viver com mais qualidade de vida!

Eu pretendo também fazer o que for possível para diminuir o stress: reconhecer os meus limites, lidar melhor com as situações negativas e ficar atenta (evitando, claro!) aquilo que causa dor. A primeira providência foi parar de acompanhar tanto as notícias – que estavam provocando desconforto, indignação e, em última análise, dor.

Para o próximo ano, o foco está em me cuidar e cuidar daqueles que eu amo, prestar menos atenção aos absurdos do mundo e ficar mais zen! Tá bom? Pode me cobrar isso.


3. O que eu aprendi e para onde estou indo?


Constância. Um passinho por dia.

2019 foi definitivamente uma montanha russa. Teve pontos altos sim, e foram bem importantes e intensos. A questão é que eles estiveram espalhados pelo ano e cercados de momentos e emoções muito complicadas. O problema é que com toda essa overdose de situações, pensamentos e sentimentos, tudo fica à flor da pele.

E como falei do item anterior, toda essa instabilidade e essa sensibilidade não fazem nada bem a quem tem fibromialgia. (Vamos ser sinceros, a instabilidade não faz bem pra ninguém, então mesmo que você não sofra de fibro, essa dica pode ser útil para a sua vida!!)

O filósofo Friedrich Nietzsche tem uma frase que diz que “não é a força, mas a constância dos bons sentimentos que conduz as pessoas à felicidade”. Isso não poderia ser mais verdadeiro: não adianta ter uma boa notícia e uma enxurrada de entusiasmo em um dia, se logo em todos os dias subsequentes estamos imersos em desânimo e dureza. Já está comprovado cientificamente que, as pessoas que cultivam os bons sentimentos e especialmente alguns hábitos especiais que disparam emoções positivas no nosso cérebro, são mais felizes, têm mais saúde, vivem mais.

Assim, para 2020 quero ter mais constância emocional, exercitar esses hábitos e ser feliz todos os dias. Quais são esses hábitos que podem gerar saúde e bem-estar? Por exemplo estar mais atento às coisas boas que ocorrem a nosso redor. Em 2019, por conta da avalanche de notícias ruins todos os dias, houve momentos em que eu deixei de notar coisas maravilhosas acontecendo perto de mim. Minha promessa para esse ano é prestar mais atenção, estar 100% presente em todos os momentos (que é exatamente o que quer dizer uma palavra que está na moda, mindfulness) e fazer diariamente uma lista de quais foram esses momentos, para me lembrar, sempre que eu precisar, que todos os dias temos algum motivo (ou vários!) para sermos gratos e contentes.

Ah, por falar em gratidão, também quero fortalecer esse hábito na minha vida. Eu sempre tive o costume de agradecer às pessoas que me fazem bem, mas nesses últimos tempos eu acho que acabei dando menos importância a isso do que o necessário. Quando reconhecemos alguém por algo bacana, esse gesto não só faz com que a outra pessoa se sinta feliz e realizada, como também fortalece o vínculo entre duas pessoas e melhora a saúde e o nível de felicidade percebida da própria pessoa que está demonstrando a gratidão. Assim, decidi que toda vez que alguém fizer algo que merece um agradecimento, eu vou parar e me dedicar a contar a essa pessoa o quanto aquele gesto me agradou e me deixou feliz.

Outra coisa que eu decidi para esse ano, é reduzir o tempo dedicado a ler as notícias do Brasil e do mundo ao mínimo possível. Sim, como já falei, os fatos tenebrosos estavam me matando, então quer jeito mais fácil de ser mais feliz que parar de vê-los??

😊

Joie de vivre. Redescobrindo os pequenos prazeres.

2019 foi o fechamento (espero!!) de um ciclo de crise. E em momentos de stress, o nosso organismo está preparado para entrar no modo “luta ou fuga”. O que é isso? É uma reação biológica e automática: se pensamos que estamos em uma situação de ameaça, o cérebro dispara impulsos para o sistema nervoso autônomo que nos prepara para a ação. Esse mecanismo surgiu em um momento muito distante no processo da nossa evolução como homo sapiens – na época das cavernas, se nos deparássemos com um predador, tínhamos que ter uma descarga de adrenalina no corpo, um aumento da energia e da oxigenação para que pudéssemos ter chances de sobreviver. Acontece que no mundo moderno, a probabilidade de encontrar animais selvagens ao sair de casa é baixa! No entanto o cérebro continua usando esse mesmo sistema para nos proteger de tudo aquilo que nós consideramos uma ameaça. Só que hoje em dia a quantidade de estímulos que temos é enorme, e muita coisa pode ser entendida como alarmante. Isso é o que provoca ansiedade e stress.

O que fazer então? Pra melhorar a qualidade de vida em tempo difíceis? Tenho algumas ideias. A primeira vem de uma pesquisa médica, que descobriu que mudar a sua crença sobre o stress pode mudar a sua saúde. De que forma? Normalmente nós interpretamos o stress como um coisa ruim, um inimigo a ser combatido. Mas e se mudássemos a maneira que vemos o stress, percebendo que o corpo está nos preparando para a ação, ou seja, entendendo que ele é uma ferramenta útil para aumentar a nossa performance diante de determinada situação? O estudo descobriu que quando mudamos a forma como enxergamos o stress, a resposta fisiológica no nosso corpo muda, ficando muito mais parecida com o que experimentamos em momentos de coragem... ou alegria!

A segunda ideia vem de uma inspiração espiritual. Quando retornamos à raiz do stress (e da ansiedade), partimos da premissa que temos uma ameaça que nós precisamos vencer. Mas e se deixássemos fluir, sem reagir à situação? Essa é uma alternativa ao modo de “luta ou fuga”, e pode – em muitas situações – trazer mais bem-estar e felicidade ao nosso dia a dia. Com o tempo, temos ainda a possibilidade de perceber que nos estressávamos por coisas que não necessitavam a nossa atenção (ou pelo menos não precisavam da nossa atuação). E quem sabe isso nos ajude a focar naquilo que de fato é importante para a nossa vida, nosso sucesso e nossa felicidade??

😊

A terceira ideia é aumentar a minha joie de vivre. Essa expressão francesa significa ao pé da letra a “alegria de viver”. Mas o conceito é mais profundo: representa a atenção aos pequenos detalhes e pequenos prazeres da vida. Trata-se de dar atenção a tudo o que acontece na nossa vida, buscando sempre aproveitar ao máximo cada momento. É sobre apreciar a vida cotidiana como se fosse uma obra de arte. Em 2020, vou polvilhar generosamente a joie de vivre na minha vida!


Molon Labe!

Finalmente, voltamos à antiguidade. 2019 foi o ano da gladiadora, foi um ano de luta e sangue, e por isso, é verdade que eu desejo um 2020 mais leve e alegre. Mas isso não quer dizer que eu deixo de ser uma guerreira! Então quero encerrar a minha retrospectiva de 2019, com essa frase: Molon Labe!

Na batalha das Termópilas, os gregos espartanos – liderados pelo rei Leônidas I, estavam em uma desvantagem numérica gigante: o exército de Esparta tinha por volta de 7.000 homens, contra 100.000 persas (alguns relatos falam em até 300.000). O imperador persa Xerxes I, então, determinou a sua ordem para que os espartanos abaixassem suas armas (e pudessem então salvar suas vidas). Mas os homens de Esparta eram como eu, guerreiros. Ao ouvir essa ordem, o rei Leônidas então respondeu com um desafio: “Molon Labe”, que significa simplesmente: “Venham pegar”!

Para entendermos totalmente o sentido da frase, precisamos entender que os espartanos eram combatentes ferozes, que valorizavam acima de tudo sua honra e sua pátria, e por isso, entendiam a morte em batalha como um sucesso enorme. Assim, quando Leônidas lança esse desafio, ele já sabe que eles serão derrotados, mas ele indica que não o farão sem luta!

Essa cena histórica está no filme “300”. No filme vemos a batalha, que termina com os gregos mortos, mas não sem antes segurar os persas por três dias em Termópilas, garantindo que os gregos de Atenas pudessem ser evacuados da cidade, evitando ali um massacre.

Assim, eu digo para você 2020: eu quero um ano mais feliz, mas eu não estou desistindo de lutar. Eu não irei abaixar minhas armas! E se, em algum momento, você quiser me derrubar, te garanto que não cairei fácil. Molon labe!!

A você, que chegou até aqui, meu sincero agradecimento.

Que 2020 seja o melhor ano das nossas vidas!

😊

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